Podcast hipster das startups

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     Fala pessoal, hoje vim trazer para vocês uma descoberta muito legal, recentemente tenho baixado bastante podcasts para ouvir no trajeto para o trabalho já que a programação das rádios não tem me agradado muito. Acompanho semanalmente o pessoal do Nerdcast do JovemNerd(sou fã!) e hoje saí a procura de outros conteúdos bacanas para a coleção. Então me deparei com um podcast recém lançado pelo pessoal da Alura, chamado Hipster Ponto Tech.

Para quem não conhece trás diversos cursos de programação excelentes e estão por trás da minha editora preferida na área de TI, a Casa do Código. Basta acessar o podcast aqui e adicionar no seu aplicativo de podcast preferido, que no meu caso é o Podcast Addict. E já começaram muito bem falando sobre uma das startups finTech mais badaladas do momento o Nubank, que é um cartão de crédito(roxo) que vem chamando a atenção dos brasileiros pois não cobra taxa de anuidade, toda a administração da conta é via um aplicativo de excelente usabilidade. Fundada em 2013, o cartão tem feito sucesso por atender um nicho de consumidores que estão acostumados com taxas de juros exorbitantes, atendimentos burocráticos e estão insatisfeitos com seus cartões, que oferecem poucas informações e meios para controlar os gastos do cartão. Pra começar basta ter um smartphone com Android,IOS ou WP e submeter algumas informações para aprovação do cartão.

     Enfim, o foco do podcast é descrever os aspectos técnicos envolvidos com a criação da startup através do depoimento de duas pessoas da equipe que estão desde o começo na empresa, o CTO e um desenvolvedor. O que mais se destacou nesse backstage foi a escolha que tiveram da linguagem de programação e o banco de dados. Nesse sentido foram bem inovadores e ousados já que não seguiram um caminho digamos “normal” escolhendo tecnologias mais corporativas como .NET e Java com banco SQL Server, Oracle ou PostgreSQL, sequer usaram figurinhas da moda como Ruby e Python.

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Cartão roxo do Nubank.

     Quem é da área sabe que não existe a melhor linguagem e que cada caso deve levar em consideração os objetivos e riscos antes de determinar como será construído o background da sua arquitetura, mas essa escolha é bem difícil e pode determinar o rumo do negócio. De acordo com a equipe do Nubank, por se tratar de dados financeiros, eles precisavam de uma linguagem com características matemáticas e que suas construções(funções) minimizassem ao máximo a possibilidade de gerar inconsistências nos cálculos, para isso escolheram uma linguagem de paradigma funcional derivada do LISP chamada de Closure.

     Para banco de dados a escolha levou em consideração também o tipo de negócio, por se tratar de dados críticos eles precisavam manter o histórico de toda informação, a escolha foi o Datomic, um banco orientado a fatos onde não existem deletes de informação, fatos apenas são gravados gerando novos fatos, criando uma espécie de versionamento de dados. Isto permitiria uma query do tipo “Qual o cliente cujo CPF é “000.000.000-00″ no instante X?”.

     No podcast falam também sobre a criação do aplicativo nativo para Android, IOS e Windows Phone, que na minha opinião é uma das estrelas da empresa. Espero em breve poder colocar um HelloWorld aqui com Closure e Datomic, para ter uma mínima ideia do que o pessoal deve estar passando por lá. ^_^

Até a próxima

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